5 funis, SLA de 3 minutos e uma operação no mesmo CRM
A Orna Soluções criou o núcleo de um CRM sob medida para uma empresa de consórcio e imobiliária.
A operação foi dimensionada para um volume projetado de 160 a 220 leads por dia, com 9 a 10 usuários distribuídos entre SDRs, closers, administrativo e gestão.
O caminho escolhido: em vez de adaptar o processo a um CRM genérico, o sistema foi construído sobre o caminho real do lead.
O contexto
A empresa operava em duas frentes comerciais com ritmos diferentes.
Consórcio precisava de SDR, reunião, closer e administrativo. Imobiliária precisava de atendimento, documentação, aprovação e finalização.
O desenho previsto reunia:
- 4 SDRs de consórcio.
- 1 SDR de imobiliária.
- 2 closers.
- Usuários administrativos.
- 1 gestor.
- 160 a 220 leads por dia como volume estimado de planejamento.
O cliente já conhecia Kanban, mas queria sair da rigidez e das mensalidades de ferramentas genéricas.
O problema
Um único funil não representava a operação.
Sem separação clara, o lead podia parar entre equipes, ficar sem responsável ou aparecer no painel errado. A mesma venda ainda corria o risco de ser contada duas vezes quando passava do comercial para o administrativo.
O gargalo não era falta de tela.
Era falta de regra entre as telas.
A solução
A Orna construiu o CRM a partir de cinco fluxos operacionais.
1. Cinco funis para cinco responsabilidades
O sistema separa:
- Consórcio, SDR.
- Consórcio, closer.
- Consórcio, administrativo.
- Imobiliária, atendimento.
- Imobiliária, administrativo.
Cada passagem preserva o histórico e entrega o lead à próxima função sem misturar permissões ou métricas.
2. Kanban em tempo real
Quando um lead muda de etapa, a atualização chega ao quadro dos usuários autorizados.
O time acompanha responsável, origem, etapa, atividades, reunião, histórico e valor sem depender de atualização manual da página.
3. Distribuição round-robin
Leads novos entram em uma fila de distribuição com cursor compartilhado no servidor.
O próximo SDR disponível recebe o lead. A regra não depende da tela aberta nem do contador de um navegador.
4. SLA de 3 minutos
Um lead novo que permanece sem ação por 180 segundos pode ser reatribuído ao próximo SDR disponível.
O fluxo foi testado de ponta a ponta: o prazo venceu, o responsável mudou e o quadro foi atualizado.
5. Painéis por papel
SDR, closer, administrativo e gestor não precisam da mesma visão.
O CRM entrega painéis e acessos conforme a função. A gestão acompanha funis, metas, contratos e receita. Cada vendedor trabalha dentro da própria carteira.
6. Permissões no banco
As regras de acesso não ficam apenas escondidas na interface.
RLS e funções protegidas controlam quem pode ler, criar ou alterar cada registro. Nos testes, o SDR acessou apenas o lead sob sua responsabilidade.
7. Receita sem contagem em dobro
A passagem para o pós-venda cria continuidade operacional, não uma segunda venda.
Em um cenário de teste com uma venda de R$ 50 mil, o painel registrou R$ 50 mil e um contrato, mesmo com a cópia administrativa ativa. Sem a correção, o mesmo fluxo mostrava R$ 100 mil e dois contratos.
8. Conversas e origem comercial
O histórico de conversa fica ligado ao lead.
Campos de origem e campanha acompanham a oportunidade até o fechamento, permitindo relacionar a receita registrada ao caminho comercial que trouxe o contato.
Resultados verificáveis
- 5 funis modelados para consórcio e imobiliária.
- 9 a 10 usuários considerados no desenho operacional.
- 160 a 220 leads por dia como volume projetado usado no dimensionamento.
- SLA de 180 segundos validado com reatribuição real no ambiente de teste.
- Distribuição round-robin executada no servidor.
- Kanban em tempo real entre usuários autorizados.
- Permissões por papel aplicadas no banco.
- R$ 50 mil e 1 contrato mantidos no teste de passagem comercial para administrativo, sem duplicar a receita.
- Chat e histórico vinculados ao lead.
- Origem, campanha e receita preservadas no fluxo comercial.
O que mudou na operação
O lead deixou de ser um card solto.
Ele passou a ter dono, prazo, etapa, histórico e destino. Quando muda de equipe, a regra acompanha. Quando fecha, a receita entra uma vez. Quando o gestor abre o painel, enxerga a operação conforme ela funciona.
CRM sob medida não é uma tela com a cor da empresa.
É a regra comercial da empresa transformada em sistema.
Prova e limites
Os 160 a 220 leads por dia eram o volume estimado informado no briefing e usado para dimensionar a solução. O número não representa um teste público de carga nem volume diário comprovado em produção.
Este case comprova estrutura operacional, regras de distribuição, permissões e consistência de dados. Não mede aumento de conversão, crescimento de receita ou redução de CAC.
O teste de R$ 50 mil foi um cenário controlado para validar a contagem de receita. Não representa uma venda atribuída ao CRM.
As conexões externas de WhatsApp e Google Agenda dependiam de contas, credenciais e configuração dos respectivos provedores. Elas ficaram fora dos resultados atribuídos a esta etapa.
Perguntas frequentes
Por que criar um CRM sob medida em vez de contratar um pronto?
Porque a operação tinha cinco fluxos, quatro tipos de papel e regras próprias de passagem. Um sistema genérico exigiria adaptar a empresa à ferramenta. O projeto fez o caminho inverso.
Como os leads são distribuídos?
O servidor mantém um cursor compartilhado e entrega cada novo lead ao próximo SDR disponível. A distribuição não depende do navegador de um usuário.
O que acontece quando ninguém atende em 3 minutos?
O SLA pode reatribuir o lead ao próximo SDR disponível. A mudança de responsável é registrada e atualizada no quadro.
Como o sistema evita contar a mesma venda duas vezes?
A receita pertence ao fechamento comercial. A cópia criada para o administrativo nasce sem nova receita, preservando o acompanhamento sem duplicar o resultado.
Cada usuário vê todos os leads?
Não. As permissões seguem o papel e a responsabilidade. O gestor tem visão ampla. SDRs e closers trabalham dentro do escopo liberado para cada função.
O CRM mede receita por campanha?
O fluxo preserva origem, campanha e valor fechado para permitir essa atribuição. A precisão depende da qualidade dos dados de entrada e da configuração das fontes externas.
WhatsApp e Google Agenda faziam parte desta entrega?
Não dos resultados descritos neste case. As integrações externas dependiam das contas e credenciais dos provedores e ficaram fora desta etapa.
O projeto aumentou a conversão?
Esse resultado não foi medido. O case comprova a estrutura do CRM, não um ganho comercial posterior.
O mesmo modelo serve para outra operação?
O mecanismo serve. Os funis, papéis, SLA, regras de distribuição e métricas precisam ser redesenhados conforme o processo de cada empresa.
Veja também: automação comercial, consultoria de IA ou time interno e outros casos da Orna.
Seu CRM mostra cards ou controla o caminho do lead?
A Orna transforma funil, responsabilidade, prazo e permissão em uma operação que o time consegue seguir.
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