Case | energia solar compartilhada

Da fatura por e-mail à cobrança, com uma aprovação humana

Orna Soluções · publicado em 17 de agosto de 2026

A Orna Soluções estruturou o ciclo mensal de uma operação de energia solar compartilhada. O sistema recebe a fatura por e-mail, lê o PDF, calcula o valor devido, bloqueia duplicidades e deixa a cobrança pronta para aprovação.

Resultado verificado: o histórico validado reúne 8 faturas reais, R$ 6.683,33 de faturamento da usina e R$ 1.670,83 de economia registrada para o cliente.

O contexto

A operação precisava transformar a conta da distribuidora em cobrança para o cliente final.

O processo parecia simples. Não era.

A fatura traz diferentes linhas de energia injetada, cobrança de Fio B variável, créditos acumulados e regras comerciais próprias. Um erro pequeno muda o valor cobrado. Uma duplicidade cria duas contas para o mesmo mês.

O operador entra no sistema uma vez por mês e não é técnico. A solução precisava fazer o trabalho pesado sem tirar dele a decisão financeira.

O problema

Antes da automação, cada ciclo dependia de leitura manual, transcrição de números e conferência de fórmulas.

Havia quatro riscos centrais:

  • Ler apenas parte da energia injetada.
  • Tratar uma tarifa mensal como valor fixo.
  • Confundir desconto comercial com economia do cliente.
  • Lançar duas vezes a mesma fatura.

O portal da distribuidora também bloqueava acessos vindos de servidor. A captura direta por portal não era uma base confiável para a operação.

A solução

A Orna desenhou um fluxo com automação onde ela reduz erro e controle humano onde há impacto financeiro.

1. Captura pela caixa de e-mail

Um worker acompanha a caixa usada para receber as faturas. Quando encontra um novo PDF, registra a solicitação em uma fila no banco.

O e-mail virou a fonte de entrada porque funciona em servidor e mantém o documento original disponível para auditoria.

2. Leitura estruturada do PDF

O parser identifica o mês, a unidade atendida e os campos usados no cálculo.

A validação foi feita contra 8 faturas reais. Foram 184 campos conferidos, com 184 leituras corretas.

3. Motor único de cálculo

A fórmula fica em um único módulo. Tela, importação e relatório consultam a mesma regra.

O cálculo considera todas as linhas de energia injetada, o Fio B do próprio mês, créditos acumulados e a condição comercial válida naquele período.

4. Proteção contra duplicidade

Antes de criar qualquer lançamento, o sistema verifica a combinação entre unidade e mês.

Se a fatura já estiver calculada ou cobrada, o fluxo encerra sem gerar outra. A proteção foi confirmada com um PDF real já processado: o banco permaneceu com uma fatura e um fechamento.

5. Aprovação antes da cobrança

A automação prepara o mês. O gestor confere e aprova.

Só depois desse clique o sistema gera o PIX e o relatório do cliente. A regra financeira continua sob responsabilidade humana.

Resultados verificáveis

  • 8 faturas reais usadas para validar o histórico.
  • 184 de 184 campos lidos corretamente pelo parser.
  • R$ 6.683,33 de faturamento histórico conciliado.
  • R$ 1.670,83 de economia histórica registrada para o cliente.
  • 1 fatura e 1 fechamento mantidos após novo processamento do mesmo PDF.
  • 63 testes finais aprovados no motor, parser, ingestão e regras do ciclo.
  • 1 aprovação humana antes da geração da cobrança.

O que mudou na operação

A fatura deixa de ser um documento que alguém precisa interpretar do zero.

Ela entra por e-mail, passa por uma fila auditável, vira cálculo e chega ao gestor com a próxima ação clara.

A automação executa. A regra continua visível. A cobrança continua sendo uma decisão.

Prova e limites

Os valores publicados vêm de 8 meses reais, conferidos contra os PDFs da operação. Não são projeções.

Os R$ 1.670,83 representam a economia registrada para o cliente pela regra comercial do serviço de energia. Não representam economia de tempo criada pelo software.

O projeto não mediu horas poupadas nem redução de custo operacional. Por isso, esses ganhos não são prometidos aqui.

O parser foi validado para o modelo de fatura usado nesta operação. Outra distribuidora ou uma mudança relevante no PDF exige calibração e novos testes.

Gateways externos de pagamento e envio automático por e-mail não fazem parte dos resultados atribuídos a esta etapa. O PIX local e o relatório para impressão permanecem funcionais.

Perguntas frequentes

Como a fatura entra no sistema?

Ela chega à caixa de e-mail configurada para a operação. Um worker encontra o PDF, registra a captura no banco e inicia a leitura.

O sistema cobra o cliente sozinho?

Não. O sistema lê, calcula e prepara o mês. A cobrança só é gerada depois da aprovação do gestor.

Como a solução evita cobranças duplicadas?

Antes de lançar uma conta, o fluxo verifica a unidade, o mês e o estado do fechamento. Se aquele período já estiver calculado ou cobrado, o processo para sem criar outra linha.

O que os R$ 1.670,83 representam?

A economia histórica do cliente calculada nas 8 faturas conciliadas. Não é uma estimativa de produtividade nem um ganho financeiro atribuído ao software.

O parser funciona com qualquer distribuidora?

Não automaticamente. Ele foi validado para o documento usado neste projeto. Um novo formato precisa ser mapeado e testado antes de entrar em produção.

A automação elimina a conferência humana?

Não. Ela reduz leitura e transcrição manual. A aprovação financeira continua com o gestor.

Esse modelo pode atender outras operações de energia?

Pode, desde que regras comerciais, formato das faturas e fluxo de aprovação sejam mapeados antes da implantação.

Sua equipe ainda transforma documento em cobrança na mão?

A Orna mapeia o processo, identifica onde a automação cabe e mantém a decisão crítica com quem responde por ela.

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